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Jonas Alemão e o tesouro enterrado

Muito antes da formação de Palmeiras de Goiás, teria vivido na região um garimpeiro europeu conhecido como Jonas Alemão.

Ele morava com a esposa e o filho perto de um córrego, afastado das povoações. Caçava, trabalhava no garimpo e trocava ouro por mantimentos com os poucos viajantes que passavam pela estrada.

Com o tempo, o curso d’água passou a ser chamado de Córrego do Alemão. Quando moradores decidiram transferir para aquela região o patrimônio dedicado a São Sebastião, encontraram Jonas vivendo quase isolado.

O garimpeiro teria aprovado a chegada da comunidade, pois finalmente teria vizinhos e auxílio para suas atividades.

Durante anos, Jonas acumulou ouro em pó. Pouco antes de morrer, chamou um amigo e revelou possuir mais de onze garrafas cheias. Pediu que o ouro fosse levado e vendido no Rio de Janeiro.

Jonas morreu sem entregar o metal e sem revelar onde estava escondido. Sua esposa, seu filho e diferentes moradores passaram anos procurando o tesouro, mas ninguém o encontrou.

Dizem que as garrafas permanecem enterradas em algum ponto próximo ao antigo Córrego do Alemão. Quem escava movido somente pela cobiça nunca consegue chegar ao esconderijo.

A história de Jonas e de seu tesouro constitui o principal mito de origem de Palmeiras de Goiás e foi analisada pela pesquisa histórica da UFG.