Antes da criação do Parque Senador Onofre Quinan, o lago da Vila Góis era utilizado pelos moradores e teria ajudado no abastecimento de Anápolis. Nos dias quentes, crianças entravam na água para nadar e brincar.
Entretanto, o lago também era considerado perigoso. Acidentes e afogamentos deram origem a uma história assustadora.
Dizia-se que uma velha solitária vivia nas proximidades. Quase ninguém sabia de onde ela tinha vindo ou por que evitava contato com os moradores. Por andar à noite e conhecer ervas e remédios, acabou sendo chamada de bruxa.
Quando uma criança desaparecia no lago, algumas pessoas afirmavam ver a velha rondando as margens. Outros diziam que ela recolhia os corpos para realizar rituais em uma cabana escondida entre a vegetação.
Os adultos passaram a utilizar a história para impedir que seus filhos fossem sozinhos até o lago. Bastava uma criança mencionar que pretendia nadar na Vila Góis para alguém advertir:
— A bruxa está esperando.
Com a urbanização e a transformação da área em parque, a velha deixou de ser vista. Mesmo assim, a lenda permaneceu na memória de diferentes gerações de anapolinos.