Próximo à Igreja Matriz de Itaberaí vivia um homem muito reservado. Raramente conversava com os vizinhos e quase nunca era visto durante as festas ou celebrações.
As crianças acreditavam que ele era um lobisomem. Quando passavam pela rua de sua casa, mudavam de caminho para não serem atacadas.
A suspeita aumentava sempre que animais apareciam mortos nas redondezas. Moradores diziam ouvir uivos durante a madrugada e encontrar marcas no chão.
Uma das versões conta que um homem embriagado enfrentou a criatura e conseguiu ferir sua orelha. Na manhã seguinte, o morador reservado apareceu com a cabeça enfaixada.
Para as crianças, aquilo era a prova definitiva. Durante muitos anos, ninguém se arriscava a passar sozinho diante da casa nas noites de lua cheia.